{"id":809,"date":"2012-12-31T18:07:51","date_gmt":"2012-12-31T18:07:51","guid":{"rendered":"https:\/\/liazatz.com.br\/site\/?p=809"},"modified":"2013-03-03T15:31:47","modified_gmt":"2013-03-03T15:31:47","slug":"algumas-reflexoes-sobre-livros-e-leitores-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/liazatz.com.br\/site\/algumas-reflexoes-sobre-livros-e-leitores-2\/","title":{"rendered":"Algumas reflex\u00f5es sobre livros e leitores"},"content":{"rendered":"<p>\n\t<!--:pt-->\n<\/p>\n<div style=\"font-family: Arial, Verdana, sans-serif; font-size: 12px; color: rgb(34, 34, 34); background-color: rgb(255, 255, 255); \">\n<p>\n\t\t&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O Brasil &eacute; um pa&iacute;s de n&atilde;o leitores. Quantas vezes ouvimos essa afirma&ccedil;&atilde;o? E de quem &eacute; a culpa? Elas pululam: &eacute; dos pais que n&atilde;o incentivam, &eacute; da TV que ocupa o tempo das crian&ccedil;as e as torna receptoras passivas, &eacute; dos jogos eletr&ocirc;nicos, muito mais instigantes, &eacute; da p&eacute;ssima qualidade de ensino, &eacute; do governo que n&atilde;o tem uma pol&iacute;tica de leitura, &eacute; dos professores que s&atilde;o despreparados e n&atilde;o gostam de ler, &eacute; das editoras que publicam livros ruins. Ufa! Quantos culpados!\n\t<\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o aqui para falar de tudo isso. Vamos refletir sobre alguns poucos pontos.\n\t<\/p>\n<p>\n\t\tUma vez me perguntaram se encaro como rivais dos livros infantis e juvenis todas as outras formas de comunica&ccedil;&atilde;o que tanto atraem crian&ccedil;as e jovens. N&atilde;o, n&atilde;o encaro. A TV, as hist&oacute;rias em quadrinhos, os jogos eletr&ocirc;nicos e computadorizados, os v&iacute;deos s&atilde;o ganhos da modernidade que vieram enriquecer as formas de comunica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o s&atilde;o inimigos do livro at&eacute; porque, a meu ver, este tem um papel que dificilmente perder&aacute;, principalmente se souber se renovar e, at&eacute;, utilizar destas novas formas.\n\t<\/p>\n<p>\n\t\tTalvez a quest&atilde;o seja muito menos discutir poss&iacute;veis rivalidades tanto nos ganhos de mercado como no gosto infantil e muito mais a qualidade da produ&ccedil;&atilde;o cultural oferecida ao p&uacute;blico infantil e juvenil, incluindo aqui, claro, os livros. Opa! Produ&ccedil;&atilde;o cultural oferecida a quem? Porque h&aacute; que se convir, muito poucos s&atilde;o aqueles que t&ecirc;m a oportunidade de chegar perto desta produ&ccedil;&atilde;o.\n\t<\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto &agrave; qualidade no que se refere aos livros, virou mexeu fala-se muito, e muitas vezes de forma pejorativa, da explos&atilde;o do mercado de livros infanto-juvenis. Como tudo na atualidade, tamb&eacute;m o livro n&atilde;o est&aacute; isento dos fen&ocirc;menos de marketing. Tem muito livro ruim? Tem, &eacute; verdade. Mas tem livros maravilhosos, autores e ilustradores fant&aacute;sticos. E n&atilde;o acontece a mesma coisa no mercado de livros para adultos? A boa literatura, seja ela para adultos, jovens ou crian&ccedil;as &eacute; aquela que faz rir e chorar, parar e pensar, viver e sonhar e muito mais. Ela satisfaz ao leitor porque lhe diz, lhe toca, faz com que elabore e reelabore suas viv&ecirc;ncias, sentimentos e conhecimentos. Os contos de fadas s&atilde;o um bom exemplo disso, encantando crian&ccedil;as e adultos do mundo inteiro. E me refiro n&atilde;o s&oacute; aos contos de fadas tradicionais mas a todas as hist&oacute;rias escritas, filmadas etc., que se utilizam da mesma estrutura (alguns dos filmes de Spielberg, por exemplo, n&atilde;o s&atilde;o bel&iacute;ssimos contos de fadas?). Muitos estudiosos j&aacute; se debru&ccedil;aram sobre o assunto, muitas explica&ccedil;&otilde;es foram dadas para o fasc&iacute;nio que estes contos exercem: fazem aflorar o inconsciente coletivo, resgatam os ritos de inicia&ccedil;&atilde;o, cuja pr&aacute;tica ou foi abandonada ou &eacute; feita de maneira formal etc. Mas n&atilde;o &eacute; preciso ser especialista no assunto para perceber este fasc&iacute;nio. Quando minhas filhas eram pequenas e toda noite me pediam que repetisse e repetisse e repetisse a hist&oacute;ria da Chapeuzinho Vermelho, sem mudar uma v&iacute;rgula, minha intui&ccedil;&atilde;o dizia que aquela repeti&ccedil;&atilde;o incessante de uma hist&oacute;ria cheia de medos e proibi&ccedil;&otilde;es, encontros, desencontros e reencontros alguma fun&ccedil;&atilde;o importante estava cumprindo. E eu cumpria, incansavelmente, meu papel de leitora para elas. Que todos os pais e m&atilde;es do mundo pudessem entender o papel que podem exercer simplesmente oferecendo bons livros a seus filhos, singelamente lendo para eles&#8230;\n\t<\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quanto ao acesso. Como os pais v&atilde;o oferecer livros, como v&atilde;o ler para seus filhos se uma boa parte, ao menos nos pa&iacute;ses do Terceiro Mundo, &eacute; analfabeta, outro tanto n&atilde;o gosta de ler, a maioria n&atilde;o tem dinheiro para comprar livros? &Eacute; verdade. Essa &eacute; a realidade. E ent&atilde;o joga-se a responsabilidade para a escola e para os professores. Estou falando, que fique claro, da escola p&uacute;blica, onde estuda a maioria da popula&ccedil;&atilde;o. E os livros come&ccedil;am a chegar na escola, enviados por programas governamentais. Mas nem todas s&atilde;o agraciadas com este presente e boa parte das que s&atilde;o, n&atilde;o sabem o que fazer com ele, porque, descobre-se, os professores, na sua grande maioria, n&atilde;o gostam de ler. Assim como seus alunos, tamb&eacute;m n&atilde;o conviveram com livros. E o processo se repete. N&atilde;o se pode esperar de pais, m&atilde;es e professores que n&atilde;o tiveram a oportunidade de adquirir o gosto pela leitura que consigam transmitir esse gosto para seus filhos e alunos. E ent&atilde;o voltamos para o come&ccedil;o ou seja, para um pa&iacute;s de n&atilde;o leitores.\n\t<\/p>\n<p>\n\t\t&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; C&iacute;rculo vicioso? Parece. Mas no Brasil inteiro, e isto acontece de poucos anos para c&aacute;, pipocam projetos de incentivo &agrave; leitura, patrocinados tanto por organismos oficiais como por organismos n&atilde;o-governamentais. O que se faz ainda &eacute; um trabalho de formiguinha se se tem em mente que o Brasil &eacute; um pa&iacute;s continental com problemas na mesma dimens&atilde;o. Os resultados portanto ainda s&atilde;o pequenos e a visibilidade menor ainda. Mas o importante &eacute; que se descobriu que era preciso capacitar os educadores, torn&aacute;-los educadores-leitores pois s&oacute; assim eles ter&atilde;o prazer em fazer o livro chegar &agrave; crian&ccedil;a. Educadores-leitores formando crian&ccedil;as-leitoras que por sua vez ser&atilde;o pais-leitores que por sua vez&#8230;<\/p>\n<p>\t\t&nbsp;\n\t<\/p>\n<\/div>\n<p>\n\t<!--:-->\n<\/p>\n<p>\n\t<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar para &quot;Blogando&quot;<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;O Brasil &eacute; um pa&iacute;s de n&atilde;o leitores. Quantas vezes ouvimos essa afirma&ccedil;&atilde;o? E de quem &eacute; a culpa? 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