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Jogo Duro – Era uma vez uma história de negros que passou em branco

Ilustrações da 1ª e 2ª edições: Hugo Corrêa;
capa, projeto gráfico e ilustrações da
3ª edição reformulada: Robson Araújo
1ª edição da Pastel Editorial, 1990.
2ª e 3ª edições da Editora Dimensão, 1996 e 2004.
104 páginas

 

 
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"A  "história de negros", contada por Lia Zatz, é uma feliz empreitada no sentido de resgatar uma versão que passara "em branco" nas páginas dos livros de história oficiais. A história costuma ser contada pelos "vencedores", e por seus similares vitoriosos nos jogos de poder econômico e social. Lia Zatz reconta o fenômeno da escravidão sob a ótica dos negros tendo em vista as contingências econômicas que o geraram e que pressionaram a sua extinção. Passagens e personalidades que protagonizaram a versão conhecida e oficial da história, como a Lei Áurea e a princesa Isabel, são "desmitificadas". Com isso, a verdade que está nos livros é relativizada em função da tradição oral. Lia Zatz também recupera em seu texto as relações de amizade e transmissão de conhecimento entre avô e neto.

 

O velho perde o estigma de senilidade para ganhar a sabedoria e o conhecimento como atributos de vivência. Vô Chico é avô de João e quem lhe ensina, e aos colegas de escola, brancos, negros e mulatos, sobre a escravidão. E a história de João reencena a discriminação contra negros e pobres que se prefere acreditar inexistente no Brasil. Jogo Duro é uma interessante aula de história do Brasil e de suas relações de dependência com os países europeus. Uma aula de história, dentro da história de João, vô Chico, Zeca, Laura, Alfredinho… todos esses personagens inventados por Lia Zatz. É a história contada através da ficção, o que serve não somente para prender a atenção do leitor como também para estimular o jovem a pensar" (Brazilian Book Magazine, publicação do Departamento Nacional do Livro da Fundação Biblioteca Nacional, ano 7, nº 14, março de 1997).




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