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Era uma vez uma bruxa

Ilustrações de

Rogério Borges
Editora Moderna,
1997
48 páginas
 
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"Era uma vez uma bruxa, Hildegarda Espinhenta das Cruzes Tortas Chulezenta da Silva, mais conhecida como Meleca. Morava em uma linda e calma floresta, mas, desejosa de viver "novas e horrendas aventuras", parte para a cidade grande. Seus olhos se encontram com tanta confusão, lixo e fumaça! Mas, coitada, seus poderes e feitiçarias não assustam nem criancinhas! Muito pelo contrário, elas riem até fazer xixi na calça de suas histórias de vampiros e esqueletos chocantes. Por pouco, Meleca não é transformada em perua por obra dos pequenos aprendizes de feiticeira. Some rápido numa nuvem negra e acaba internada num hospital para bruxas. Mas suas experiências lhe permitem abrir uma escola para os colegas de profissão, interessados nos horrores da cidade grande. Divertido texto de Lia Zatz apresentado sob a forma de cartas enigmáticas, o que, sem dúvida, colabora para torná-lo ainda mais atraente e engraçado. Assim, as peripécias de Meleca ganham agilidade nas ilustrações, nos "balões" de fala, no uso da palavra escrita como elemento da imagem. E, apesar do seu tom humorado, leva a criança a refletir sobre as cidades que estamos construindo. Com certeza,

a realidade de hoje é bem mais assustadora do que as bruxarias de outroraÓ (Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil, 
v.9, 1998).

 
 




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